Chama perdida…

2ois, esse é o número de pessoas que precisa-se para haver uma ligação. Ligação feita por quem não tem medo de querer. Alguém que se importa. Cujo nome indifere de crença, sexo ou cor. Objetivo, com necessidade. Falta de cuidado. Desilusão. Conjunto de fatos que tornam a atitude precipitada, imatura.

Toca o telefone; Alguém o atende; O clima pesa; Alguém o sente; Então ela sussura; Ele consente; Diz que vai ligar; Mas sempre mente; Sonha em acordar; É eminente; Ela desliga; Se arrepende; Tenta voltar atrás; Mas já é tarde.

 

 

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“Se”.

Um dia eu errei acertando. Eu nunca soube que eu havia acertado. Eu descobri agora. Fiz uma escolha errada que me trouxe ao caminho certo. E não me arrependo de errar, de deixar de viver algo diferente, inconsequente… Mas, um dia a gente aprende. Parece que não era pra ser, aparece o que eu nunca (quis) pude ver.
Eu abri mão do que não era e nunca foi meu, pra que houvesse apenas um pouco de respeito, um pouco de honestidade entre nós. Talvez, se tivesse sido diferente, hoje teria mais marcas da dor, teria menos significado pra continuar, seria mais doloroso aceitar o fim. Talvez fosse difícil aceitar que ainda existem pessoas que se importam e dão valor. A decepção seria muito maior. O dano psicológico marcaria para toda vida. Por sorte, eu errei e acertei. E não existe marca maior do que a do arrependimento, mas só por deixar fazer algo, e não por fazer e depois querer esquecer. Acredito que quando o caminho tá trilhado, e a gente desvia por algum motivo, é pra evoluir. A gente regressa ao caminho certo, com muito aprendizado, e isso nos torna seres humanos um pouco menos falhos. Talvez menos burros, eu não sei. O que eu sei é que eu preciso ir embora, mais uma vez.

B: E por que tu sempre vai embora, quando eu retorno?

A: Eu evito te encontrar.

B: E eu posso saber por que não pode me encontrar?

A: É que eu só me perco mais…

B: E se…

A: Não existe ‘se’. Não mais. Acabou.

B: Tu ainda vai te arrepender.

A: Me arrependi de ter te conhecido.

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O teu descaso te deixou tão só.

Eu me lembro de quando éramos adolescentes, e que não ligávamos pra nada, era tudo tão imaturo, mas, era tão verdadeiro e sincero, contrário de hoje, que vivemos rodeados de mentiras, e de falsas amizades.

Nada pode ser tão incompleto quanto a falta de sentimento de uma pessoa, e  falta de uma pessoa ao seu lado. Eu sempre tive medo de errar, de não dar certo, só que hoje não faz diferença mais. A gente cresceu, e agora aprendeu, que tudo aquilo que viveu era de verdade. Agora a maturidade já faz parte de nós, mas nós já não fazemos parte um do outro. Teu corpo não pertence ao meu, são como pólos iguais, que se repelem.

Tá longe de ser um romance com final feliz,  muito diferente de algo incondicional. Eu já me perdi ao querer te encontrar, e por isso estou aqui, pra que tu nunca mais queira voltar.

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Apocalipse

Foi feito um turbilhão, um apocalipse. Ela voltou, e não foi só isso. Ela relembrou o que eu jamais esqueci, e tudo aquilo que eu nunca quis lembrar. Aquela canção já não me diz mais nada hoje, mas significou muito, até demais. Eu não queria, e eu não quero, que tudo volte ao que era antes. E não vai. É esse efeito borboleta. A mina solta uma pena aqui e dá resultado lá no Japão. E foi por aí que as coisas regressaram. Ela dá um sinal de fumaça lá do inferno, onde é o lugar dela, que chega aqui como uma mensagem de: “tô voltando pra te infernizar”, e como eu digo, tamo na merda! Parece que ela quer insistir no erro. Burrice, mas, eu não a temo.  Não dá pra justificar os erros do passado. O que é do passado fica no passado, e ela é do passado, ela é de mentira, só que eu sempre acreditei. E ela nunca deu valor ao que teve, e agora simplesmente quer que o jogo vire, outra vez. Eu muito me perdi, e eu quis viver, só que hoje eu já não quero mais, e isso tudo já não é pra mim. Os papéis foram rasgados, os personagens são outros.  O mundo mudou, e cada um segue o seu caminho, por onde tenha que ser, e pelo seu motivo.”Se tu lembrar que esqueceu, não esqueceu.” Ela nunca se importou e nunca vai se importar, ela é a mesma de alguns anos atrás, e isso pra mim já é passado. Virou pó.

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Anoiteceu.

E se eu te dissese que não voltaria mais, e que os meus dias estão contados, pro fim, o que você faria? Me diz, eu preciso saber, pra ver o que ainda existe entre nós. Eu sei, eu errei, e todos erram, mas você também errou, e eu não te condeno, mas, eu te pediria outra chance, se o destino permitisse, e se você quisesse, viver ao lado de quem tanto te quer feliz.

B: Vem pra cá…

A: Não, e antes que tu diga que é tarde de mais, quero lhe dizer que eu não volto mais aqui, jamais.

B: Tu sabes, não há nada a perder.

A: Eu já perdi e já sofri demais.

B: Mas partiu, e jogou tudo pra trás, mais uma vez.

A: Não tem mais solução.

B: Tu sabes que ainda há uma saída, então, fica.

A: É só uma ilusão, meu sofrimento vai ser o mesmo, é eterno.

“E eu sei que o culpado, fui eu.

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Prisioneiro de si mesmo.

Eu não aguento mais essa nostalgia, eu desprezo todas as lembranças, não quero lembrar. É evidente, depois de tanto tempo, que, as coisas mudaram, eu esqueci, eu sobrevivi, não há o que temer, nunca houve. A cabeça segue erguida, na qual nunca se abaixou, pra nada, por ninguém. O orgulho é o mesmo, talvez um pouco mais forte, e direcionado.

Existe realmente um lado bom nisso tudo? Eu não sei. Essas coisas devem ser levadas em conta, afinal, pra que não seja nostalgico e desprezível (ao mesmo tempo), tem que ser bom, na verdade, tem que ser ótimo. Mas pra isso acontecer, corre-se o risco de entregar-se a quem não merece-te, e então o sofrimento é maior, e todos estamos vulneráveis a isso.

No final das contas sai bem mais caro, é bem pior do que se pode imaginar, ninguém pode prever nada, e muito menos alguém consiga impedir que aconteça. Se for pra ser, vai ser, a menos que o (teu) mundo acabe, mas pra que isso aconteça, ou tu morre ou tu mata, aí tu te liberta ou te aprisiona de vez.

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Irreparável.

É incrível, as coisa veêm e vão, fácil. Nada é como antes, preciso de um tempo, talvez um instante, preciso me entender. Me sinto preso ao que não é meu, ao que nunca foi. Talvez essas coisas tenham que ser assim, talvez sejam apenas aprendizados. É indispensável dar o máximo de atenção aos detalhes, eles te fazem rever muitos conceitos e ter outros pontos de vista do mesmo jogo.  Um jogo em que não há ganhador e muito menos perdedor, mas que no final sempre acaba deixando alguém ferido.

Mate, pra não ser morto.

Essa é a lei da vida, o maior sempre abocanha o menor, e não é só na política, no ensino, no comércio, no amor também é assim, “aquela” pessoa, sem sentimento, sem coração, não está nem aí, não liga, não se importa, esquece dos teus sentimentos,  mas sempre tem um motivo, uma razão.

“Quem com o ferro fere, com o ferro será ferido”.

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O pesadelo é real.

Cadê seu Deus?

A vida toda tu procura um trilho, um rumo, como queira. E por sinal, é muito difícil, claro, se fosse fácil não seria legal.  Quando tu encontra o bendito trilho, tu para, olha e escuta, tu não vê, mas sempre tem uma “Maria-Fumaça” no teu cangote. Ela te pressiona, pressiona, até que ela te derruba. Talvez não seja por mal, talvez seja apenas para te mostrar o que os teus olhos não conseguem ver.

Quanto mais o tempo passa, mais forte é a pressão, a aceitação, de tudo e todos.  Cada tombo é um aprendizado, parece que cada vez que tu cai tu fica mais forte, tu cria uma imunidade a tais coisas, além da armadura que cria em volta do teu corpo. O tempo passa, e tu continua a te decepcionar, pessoas não merecem a tua simpatia, o teu carisma. Até que chega um dia que tu desiste, tu esquece que tem coração, aliás, ele já tá todo remendado.

“O coração não se faz com a mão, tu não sabes, nunca viveu…”

As pessoas te rotulam, te incriminam, fazem nada de ti, acham que tu não tens sentimento, até chegar um ponto em que tu realmente deixa de ter. Chega ser egoísta por isso, maltrata, despreza, ignora, mas, isso tudo é fruto do que foi “plantado” em um passado nem tão distante assim.

“… pois o Diabo, lhe protegeu.”

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Selbstsucht

Egoísmo. É uma palavra muito forte, é um sentimento desprezível, mas só aos olhos de pessoas de bom coração, elas sim sabem o verdadeiro sabor do amor. Mal sabem estes tais egoístas, que não sabem lidar com o tal do coração, pessoas assim as vezes não o tem. Ou tem, mas desconhecem qualquer ponto positivo a uma certa virtude amorosa. Qualquer gesto de carinho é mera coincidência, pessoas assim não se importam com os outros, muitas vezes são mesquinhas e invejosas. Na maioria das vezes demonstra seu lado infantil, e acaba falando e fazendo bobagens. Machuca, e muito.

Se tem uma coisa que eu aprendi nesse tempo em que habito esse lugar, é que só existem dois dias entre trezentos e sessenta e cinco dias do ano, em que não se pode mudar absolutamente nada, o ontem, e o amanhã.  O importa realmente  é o hoje, que há como mudar, tem como ser diferente, é só querer.

Eu quis, eu mudei, eu tô aqui, falando do quê eu não sei.  Não posso tentar consertar, o que eu ajudei a destruir, mas, se é que importa, e mesmo que não, lembre que sempre há uma razão pra cada coisa, e que tudo acaba bem, se não está bem, é porque não chegou ao fim.

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Don’t let your heart fall out.

Tá tudo no lixo. Joguei tudo fora. Já desapeguei-me das lembranças. Telefones, mensagens, cartas, tudo.  Apaguei a falsa imagem de um sorriso mentiroso. É tarde demais pra haver uma conciliação. É essa a hora em que o guri deixa de ser guri e vira homem. As feridas já cicatrizaram, viraram marcas de um sofrimento derradeiro.

O fato de entender a morte não quer dizer que tu saiba viver, afinal de contas, só sabe viver quem aprende a morrer, e logo isso vira uma catastrofe, tu te pega pensando no que te fez feliz, faz e ainda pode fazer, (se é que ainda há como ser feliz), se torna paradoxal a falta de ligação que cada um tem ao outro, e então tu pensa: Eu sou feliz? Eu tenho por que viver? Foi realmente necessário e válido tudo o que eu fiz até agora? As respostas não vem, a necessidade de te-las é imensa.

É aí que tu te apega às coisa simples, começa a acreditar em um deus, que vai te ‘proteger‘ quando tu mais precisar, mas ele não vai te impedir de sentir dor, e o sofrimento de uma grande perda. A dor é tão grande que te faz achar que tu vais morrer, mas ela passa, passou por mim.

Eu já não ligo se eu te agrado ou não. Tô tanto quanto mais machista que o normal. Eu já não telefono mais, não sonho mais em encontrar alguém, eu só acredito no que eu quero acreditar, no que os meus olhos podem ver. Verdades sou eu que as faço, as mentiras, você quem criou.

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